TALAMOTOMIA E PALIDOTOMIA ESTEREOTÁXICA COM PLANEJAMENTO COMPUTADORIZADO NO TRATAMENTO DA DOENÇA DE PARKINSON

RESUMO – Estudamos o desempenho motor de 50 pacientes com doença de Parkinson submetidos à cirurgia estereotáxica com planejamento computadorizado, sem ventriculografia (talamotomia ventro-lateral e/ou palidotomia póstero-ventral) antes e 1 mês após o procedimento cirúrgico. Foram realizadas 27 talamotomias ventro-laterais (TVL) unilaterais, 10 palidotomias póstero-ventrais (PPV) unilaterais, 6 PPV bilaterais, e 7 TVL associadas à PPV. A avaliação motora foi feita com a Escala Unificada para Doença de Parkinson, escore motor, nos períodos on e off. No total, houve melhora do escore motor em todos os grupos. A melhora das discinesias foi observada predominantemente no hemicorpo contralateral à cirurgia, no grupo das palidotomias. Dos 50 pacientes, 16 (32%) apresentaram complicações pós-operatórias, 9 destes (56,25%) se recuperaram totalmente, 6 (37,25%) mostraram melhora parcial, e 1 (6,25%) não apresentou melhora dentro do primeiro mês. Os resultados foram considerados satisfatórios, e a análise desses dados a longo prazo indicará se os benefícios são duradouros.

PALAVRAS-CHAVE: doença de Parkinson, talamotomia, palidotomia.

Leia em https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X1998000500014

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